segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A trajetória de um Banana - parte I

Minha infância foi um completa bosta e posso afirmar isso com toda a certeza. Entenda, minha vida foi resumida em sedentarismo, magic: the gathering, coisinhas colecionáveis, lego e jogos de simulação. Não necessariamente nesta ordem. Mas, eu não espero mesmo que você entenda este principío, contarei essa trágica trajetória movida a cheetos aqui.

Bom, comecemos no início.

Mamãe já me ensinava umas letrinhas e uns números quando eu era piazinho. E eu aprendia tudo. Resultado: Me tacaram numa escola aqui do bairro quando eu tinha 4 anos. Se fosse um jardim I, ok, mas foi direto na pré escola. Tava lá eu, adiantado 2 anos (segundo o governo).

Se eu tivesse sido um menino comportado, já podia estar na faculdade hoje. Não entendeu, né?
O problema estava no nível de aprendizado, porque, na realidade eu executava todas as atividades em tempo recorde, deixando tempo suficiente para enfernizar a vida de todos os amiguinhos alí presentes. Mamãe conta que tinha que me buscar todo dia na diretoria, mas não lembro disso.

E foi assim que reprovei a pré escola. E então, mamãe resolveu me tacar num salesiano. Não pelo meu comportamento (agora eu só tava adiantado 1 ano, olha que bênção), mas pela qualidade de ensino (olha a pagação de pau...). E lá fui eu fazer meu pré de novo.

Te contei que lá era "mais puxado" (Entenda, não é que lá era de fato mais puxado, é que a primeira escola era uma bosta mesmo)? Então, eu não mais terminava as atividades em tempo recorde. Segredinho: A minha fessora era minha tia.

Dava nada. Passei pela pré escola sem dificuldades nem transtorno. E tinha alguns amiguinhos, algo que eu não conquistei na outra escola, nem sei porquê.

Era na 1° série que meus problemas retornavam. - nota mental: cara, eu devia ser hiperativo, só pode. - Era aluno normal, tirava nota boa (Dã! 1° série!). O problema era fora da sala, no pátio.
Mermão! Eu F-U-R-T-A-V-A. Não dinheiro, algo muito mais valioso naquela época: Brindes colecionáveis da Elma Chips. Carinha vacilava sumia a cartinha de jokenpô dele. Mas que fique claro, nunca furtei Tazos, o mínimo de dignidade pelo menos. Tazo é algo que deve-se conquistar na raça e no suor das batalhas.

Comecei caratê também. Mas penso eu que não me esforçava muito nas aulas. Conheci muita gente bacana, e outros que acabaram sumindo com o tempo.

Sim, foi mais ou menos assim até a 3° série. Mais ou menos porque lá pra meados de 2° série surgiram aqueles pokemóns que vinham no guaranázinho antártica. Furtei uns destes, mas perdi quase tudo, sobrou só mesmo os que eu ganhei.

Fim da 3° série fui atropelado no dia do natal. Palmas pra mim. Tava voltando da padaria e tal, começou a chover. Nem olhei pro lado e... PÁ! Fui atingido por uma moto. E depois por um carro.

Resultado: quebrei a clavícula e sofri um tipo de batida na cabeça que resultou num tipo de rachadurinha no crânio. Nada de grave. Mas com o gesso em forma de colete eu nem podia tomar banho direito.

Papai dava aula em outro colégio e quis me transferir para lá, ficava mais fácil de me levar e tal. Outro salesiano. E a aula não era mais no período da tarde. Foi o fim, o fim de todas as manhãs de desenhos e programas infantis. Acho que fiquei um pouco traumatizado. Mas depois termino de contar a tristeza que foi minha infância. Temos até a 8° série pra contar.

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